Alana Soares - Caderno Cultural
Espetáculo "Asja Lacis já não me escreve" está em cartaz no CCBNB Cariri
A peça representa a consolidação e resultados de pesquisa desenvolvida ao longo de três anos
date_range15/08/2019 às 16:00

O Espetáculo que celebra a força da mulher através da figura de Asja Lacis será apresentado nesta sexta-feira, dia 16 de agosto, às 19h30, no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri.

Encenado pelo Grupo Terceiro Corpo, o espetáculo faz referência à atriz e diretora teatral Asja Lacis, que militou a favor de trabalhadores e de crianças órfãs de guerra na Rússia do início do século XX. A peça representa a consolidação e resultados de pesquisa desenvolvida ao longo de três anos, movida pela busca de um teatro comprometido com a voz das mulheres e com as questões de nosso tempo, um teatro no qual a encenação é o resultado de laboratórios de investigação e de criação.

 

Grupo

O Grupo Terceiro Corpo, formado por Jéssica Teixeira, Juliana Carvalho, Marcos Paulo, Maria Vitória, Nádia Fabrici e Sara Síntique, surgiu de uma vontade latente de pesquisar o trabalho do ator. Desde fevereiro de 2014, o Grupo se reúne sistematicamente e vem dando vida aos laboratórios de criação em torno do trabalho do ator a partir da premissa do solo-coletivo.

A primeira peça escolhida para montagem, “Tudo ao Mesmo Tempo Agora”, escrita por Maria Vitória, foi agraciado pelo Prêmio de Dramaturgias Femininas e foi a base para o primeiro laboratório de ator desenvolvido pelo Grupo Terceiro Corpo. “A ideia do Solo-coletivo trabalha com o conceito de personagem partilhada, na qual temos apenas uma personagem em cena e mais de um ator para representá-la. A nova empreitada do grupo gira em torno da figura de Asja Lacis. A obscura atriz, diretora teatral e militante de esquerda da primeira metade do século XX, Asja Lacis”, comenta Maria Vitória, diretora do espetáculo.

 

Paixão

Pelo que consta em algumas citações do escritor argentino Ricardo Piglia, Asja foi atriz e diretora de teatro que influenciou de forma significativa o meio teatral, em especial, o alemão Bertolt Brecht. Asja Lacis foi também colaboradora de Meyerhold e de Eisenstein, próxima do grupo de Maiakóvski.

Asja é uma grande paixão de Walter Benjamin, e por intermédio dela Brecht e Benjamin se conhecem. Em fim dos anos 30, Asja Lacis desaparece num campo de concentração stalinista. “Asja Lacis já não me escreve”, registra Brecht em seu diário de janeiro de 1939.

 

Serviço

Espetáculo teatral “Asja Lacis já não me escreve” – Grupo Terceiro Corpo

sexta-feira, 16 de agosto de 2019, às 19h30.

local: Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri

Entrada franca

 

Sobre
Alana Maria Soares é Jornalista formada pela UFC. Tem reportagens publicadas no Brasil de Fato e O POVO Cariri. Foi repórter da Cariri Revista. É repórter freelancer para o Miséria e colabora com o Blog de Altaneira. Fez assessoria do Festival Expocrato (2018 e 2019), Festival Foto Kariri e Mostra Científica do Cariri. FREELANCER: alanasoaresjor@gmail.com